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Álbum de familiares e amigos

Abaixo seguem as contribuições de familiares (primos, tios, sobrinhos, sobrinhos-netos), amigos e ex-vizinhos do casal Virgínia e José Francisco em  Rancho Queimado, São Pedro de Alcântara e Florianópolis.

Caso queira contribuir com alguma fotografia de familia, favor enviar um email para belpitz@gmail.com

Virgílio Pitz, irmão mais novo de José Francisco, em frente à sua casa no Campo de Demonstração, em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Virgílio Pitz era casado com Juliana Petri. A fotografia foi dada de presente ao irmão José Francisco (vide verso da foto abaixo). Acervo de Nicete Filomena Pitz Hoffmann.

"Ao excelentíssimo Senhor José Pitz, queres aceitar esta pequena recordação do seu irmão que muito lhe estima. Virgílio Pitz."

O casal Gegrório Jönck e Bertolina Pitz, irmã mais nova de José Francisco, em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina. Bertolina nasceu no Louro em Antônio Carlos no ano de 1906 e faleceu no ano de 1966, em São Pedro de Alcântara. Gregório Jönck nasceu no ano de 1900 e faleceu em 24 de outubro de 1937 em São Pedro de Alcântara. Ele era filho de João Augusto Jönck e Maria Gorges. Fotografia de meados dos anos 1920. 
Acervo de Felomena Amaral.

Tereza Schmitz, falecida no ano de 2016, e seu esposo Osvaldo Schmitz, irmão caçula de Virgínia. Fotografia provavelmente dos anos 2010. Acervo de Cida Schmitz.

Familia de Albertina Pitz, irmã mais nova de José Francisco. Albertina nasceu em 28 de fevereiro de 1918 em São Pedro de Alcântara e faleceu em 12 de dezembro de 1978. 
Casou com Vitorino Schweitzer em São Pedro de Alcântara. Ele, nascido em 29 de julho de 1921 e sem dados de falecimento. Na foto, tirada nas proximidades da Colônia Sant'Ana, a menina da primeira fila à esquerda é Inês Pitz Schweitzer, casada com Pedro (Pedrinho) Schmitt. Não recordamos se era neto ou bisneto de Adão Nicolau Schmitt. Na foto, também alguns dos filhos do casal: Rainildes (mais velha), Osmar (segundo mais velho) e Ari. Do restante não recordamos os nomes. Acervo de Nelma Isabel Pitz.

Pedro Pitz, irmão de José Francisco Pitz, no dia de seu casamento com Anastácia Wilpert, em São Pedro de Alcântara. Acervo de Romeu Pitz.

Rainildes Pitz, irmã de José Francisco, e um dos filhos de Romeu Pitz. 
Acervo de Romeu Pitz.

Maria Pitz, irmã de José Francisco. Acervo de Romeu Pitz.


Maria Amida Kamers: a vizinha da familia Schmitz Pitz cuja história insiste em permanecer viva

A religiosidade sempre foi uma importante característica dos imigrantes teutos que se instalaram em meados do século XIX na região da atual Grande Florianópolis. Divididos entre luteranos e católicos, estes imigrantes educaram seus filhos cada qual em sua doutrina para que perpetuassem os rituais sagrados e próprios de sua fé a seus descendentes. Tal atitude e intenção perduraram e ainda perduram no seio de algumas famílias descendentes teutas, durante quase duzentos anos de imigração alemã em território catarinense.

O presente texto não tem a intenção de ser tendencioso, mas convém redigi-lo devido à curiosidade que ainda causa a história de uma jovem de vinte anos, de família tradicional católica, descendente de uma das famílias teutas que emigraram para a região Grande Florianópolis, próximo à primeira colônia alemã de Santa Catarina, São Pedro de Alcântara.

A história desta jovem comoveu muitas pessoas na época e continua mexendo com o imaginário e com a curiosidade das pessoas que passam por seu túmulo no cemitério da capela católica de Taquaras, um pequeno e pacato distrito no município de Rancho Queimado, em Santa Catarina. O que chama a atenção é a quantidade de placas sobre o túmulo, destacando graças alcançadas por intercessão da moça. Realmente são muitas as placas e muitas são as flores que embelezam o túmulo.

Desde criança conheço aquele túmulo. Minha mãe nasceu em Taquaras e minha família materna conviveu com a família da moça, pois eram vizinhos. Minha mãe e meus tios eram muito jovens quando a tragédia aconteceu. Toda vez que alguém pergunta algo sobre o caso a meus familiares, todos recordam muito bem e com pesar, desde a repercussão na pequena localidade de Taquaras e região, até os fatos vistos e os contados (até mesmo em boatos) pelas pessoas. E por já ter estado em frente ao túmulo várias vezes, inclusive para rezar, posso dizer com propriedade que o túmulo de Maria Amida Kamers é o mais florido e o mais destacado do cemitério da capela católica de Taquaras. E acredito que este destaque não se deve a algo à toa.

Sobre o túmulo, placas de agradecimento pela intercessão de Maria Amida Kamers se misturam ao colorido das flores artificiais. Foto: Isabel Pitz. Junho de 2016. 



A história da tragédia da falecida Amida (como muitos a conhecem na região) é uma história intrigante. Nas conversas em família, ainda choca falar sobre os “detalhes” e as ideias se contorcem num emaranhado de questionamentos e mistérios. Mistérios que perduram desde o ano de 1961 (ano de sua morte) até hoje.


Maria Amida Kamers era uma jovem que foi educada conforme os exemplos e princípios da época: grande parte de base religiosa católica. No aspecto religioso, cumpriu todos os rituais indicados para as crianças católicas, como a Primeira Eucaristia e o Crisma e, desde muito pequena participava ativamente dos encontros das “Filhas de Maria”, uma ordem religiosa de devoção laical que buscava a vivência das virtudes de Maria, a mãe de Jesus. Dentre as virtudes, a castidade e a virgindade de Nossa Senhora eram exemplos a serem seguidos na vida das Filhas de Maria, que começavam ainda muito pequeninas nos encontros de oração. Assim às ensinavam e assim acreditavam: um corpo puro leva à uma alma pura, que leva à Deus, e vice-versa.

A familia de Maria Amida era uma típica família de descendentes de colonos teutos. Maria Amida vivia com os pais e seus treze irmãos em Taquaras numa pequena propriedade rural. Os pais eram agricultores e após o término escolar básico, todos os filhos os acompanharam nos trabalhos do campo. Muitas pessoas que conheceram e/ou que conviveram com a falecida Amida lembram-se de seu carisma, de sua tranquilidade, da intensa vida de fé e devoção que levava e de sua notável beleza. Vivia rodeada de amigas e desfrutava dos mesmos passatempos das moças daquela localidade e daquela época. Na localidade de Taquaras, Maria Amida estudou o nível básico, como todas as outras crianças, mas, como queria continuar os estudos e tornar-se professora, e como Taquaras não possuía níveis avançados de ensino, buscou tal formação no município de Santo Amaro da Imperatriz, onde foi morar com a família de um comerciante que tinha um importante bar na cidade.

E em Santo Amaro da Imperatriz não foi diferente: conciliava os estudos com as tarefas na casa da família que a acolheu e com as atividades na paróquia.

Maria Amida Kamers. Fotografia pertencente ao acervo de Nelma Pitz. 
A presente fotografia em preto e branco foi dada pela familia Kamers à familia Pitz como recordação pelo falecimento da jovem.

No mesmo ano da tragédia que tirou a vida de Maria Amida de forma cruel e brutal, a cidade de Santo Amaro da Imperatriz foi vítima, mais uma vez, de uma grande enchente. Destruição em um cenário desolador. No entanto, a maior preocupação das autoridades era com as doenças (cólera, tifo, leptospirose, entre outras) e, por isso, alguns profissionais de saúde foram convocados na região para imunizar a população por meio de uma campanha de vacinação. Em conversas que tive sobre o assunto com minha mãe Nelma Pitz e com minha tia Dilma Pitz Junckes (que conviveram com a família de Maria Amida desde criança), ambas recordaram que um dos lugares escolhidos para a imunização da população foi o bar da família onde Maria Amida morava. Para que a ação acontecesse, a familia tinha reservado um pequeno espaço em seu estabelecimento. E a jovem Maria Amida ajudava tanto nas tarefas da casa quanto ao atendimento no bar; sua beleza e solicitude atraíam os olhares e comentários dos frequentadores. Maria Amida era uma das meninas mais bonitas da cidade de Santo Amaro da Imperatriz e muitos rapazes desejavam namorá-la.

Durante a campanha de vacinação, um farmacêutico, filho de um importante médico legista da região, foi atender à população neste bar e uma das pessoas imunizadas foi Maria Amida. Minha tia Dilma, que era muito amiga das filhas do casal Kamers, frequentava com regularidade a casa da familia e esteve presente durante todo o velório na casa da jovem.Ela tinha quatorze anos na época e recorda os comentários: “O tal homem, que era casado e que já tinha filhos, agiu com desrespeito e segundas intenções contra a moça durante a aplicação da vacina”. Segundo ela, “o homem deu um beijo no local da vacina e, num ato impulsivo e de defesa, Maria Amida o repreendeu dando-lhe um tapa no rosto. Irritado, o homem prometeu que tal reação não ficaria por isso mesmo”.

As sociedades antigas e a sociedade daquela época (e assim continua sendo nos dias de hoje) eram bastante machistas: apenas o homem tinha direitos, voz e vez. Até mesmo as meninas eram educadas neste sentido. Rejeição ou reação negativa de uma mulher contra um homem era tido como questão de honra. Nenhum homem (os mais ruins) deixavam a situação em silêncio. E foi provavelmente este sentimento que moveu o tal farmacêutico a planejar com “amigos” o ato cruel.

Minha mãe Nelma também recorda o que ouviu: “Poucos dias após o ocorrido entre Maria Amida e o farmacêutico, no dia de sua morte, a moça se preparava para uma celebração da festa de Santa Catarina de Alexandria que aconteceria no dia seguinte. Sobre uma cadeira ao lado da cama onde dormia, deitou o vestido, o livrinho de orações, o terço e a fita azul comumente usada pelas Filhas de Maria. Naquela noite, todos se recolheram e foram dormir, mas Maria Amida nem imaginava que esta seria a última noite de sua vida: um grupo de quatro homens entrou de madrugada no bar e, logo depois, no quarto da Maria Amida”. “Provavelmente a moça tentou gritar e um dos homens, na tentativa de silenciá-la, sufocou-a colocando quatro lenços dentro de sua garganta. Foram quatro lenços que encontraram dentro da garganta da Maria Amida. Logo depois, atacaram-na com machadadas, esfacelando sua cabeça”, recorda minha tia Dilma.

Após o ocorrido, o clima de mistério envolveu ambas as cidades e região. O choque e a tristeza tomaram conta da população. Os donos da casa logo cedo deram por falta da moça que tinha o costume de madrugar para ir às rezas e ajudar à familia. Assim, um dos filhos seguiu para o quarto da jovem com a intenção de acordá-la e lá a encontrou em estado aterrorizante.

A polícia foi chamada e investigou o caso. Assim recorda minha tia Dilma: “A machadinha usada no crime foi encontrada no mato próximo ao bar. A correntinha de ouro da Maria Amida com um pequeno crucifixo estava enrolada no cabo da ferramenta”.

Lápide no túmulo de Maria Amida Kamers. 
Foto: Isabel Pitz. Junho de 2016.

Minha tia esteve no velório da jovem na casa da família Kamers, que aconteceu logo depois da meia-noite. Ajudou prontamente no atendimento aos familiares e curiosos. Ali, percebeu que um homem não saía de perto do caixão da falecida Amida e que, de início, não deixava ninguém se aproximar. Ouviu na época que a autópsia do corpo foi feita pelo pai do farmacêutico (o suspeito) e que este fez questão de cuidar de tudo. E minha tia recorda o que viu: “O caixão chegou fechado. Eu estava junto com as irmãs da Maria Amida e fiquei, por consequência, também perto do tal homem observando tudo e todos. Quando este abriu o caixão, de repente muito sangue foi expelido pela boca e pelas narinas da Maria Amida. Rapidamente ele fechou a tampa e me mandou ir buscar um balde com água e muitos panos. Também pediu para que eu fizesse chá para acalmar as irmãs da Maria Amida que choravam muito. Quando voltei, me pediu um pano e, ao abrir o caixão, tampou a boca da Maria Amida com força, de modo a estancar o que estava sendo expelido. Todos os que estavam lá se assustaram com a cena. As cenas seguintes incomodaram a todos. Mandaram chamar, inclusive, o delegado da região, o Sr. Vendelino Hasckel, que interrogou o homem para saber o que estava acontecendo.” Perguntei à minha tia se o caixão estava todo sujo de sangue por dentro por causa dos episódios: “Não, não estava. A roupa dela era branca, as mãos cruzadas como que em oração, e nenhuma mancha de sangue”, afirma.

E durante o velório, também recorda que todos ficaram intrigados com a dedicação daquele homem que ninguém conhecia. “Que tipo de ligação esse homem teve com a moça?”, perguntavam-se os presentes. “O assassino está por perto”, comentavam.

Uma placa de madeira com a inscrição “Deus está no comando” demonstra confiança na justiça divina em detrimento da justiça humana. Foto: Isabel Pitz. Junho de 2016.

Minha mãe e minha tia estavam com meus avós no enterro da moça que aconteceu no cemitério da capela católica de Taquaras. Seu corpo foi enterrado num modesto túmulo, sem muitos adereços, apenas com uma cruz. A família de Maria Amida era muito simples, mas tinham uma das casas mais bonitas da localidade do Rio Acima, onde moravam.

Conforme boatos da época, “Maria Amida teve sinais de violação sexual, mas permaneceu virgem”. Foi esta “notícia” - nunca comprovada – e também o choque que a mesma provocou nas famílias da região, que moveu caravanas para a missa de corpo presente. “Muitas e muitas pessoas da região, de Barra Clara, Angelina, Rancho de Tábuas, entre outras localidades, vieram acompanhar a missa em caminhões que se enfileiraram em frente à capela. Em virtude da multidão, fizeram uma missa campal”, recorda minha mãe.

O assassinato da Maria Amida comoveu muitas pessoas que buscaram, a partir de então, frequentar o túmulo da jovem em oração nos anos posteriores. E atualmente, o túmulo é local de peregrinação de fiéis que acreditam na intercessão da falecida Amida junto a Deus, pelas dores de quem à ela recorre.

Devido à repercussão e em memória ao primeiro ano de falecimento da jovem, a família de Maria Amida entregou uma pequena fotografia que se tornou objeto de devoção de muitas pessoas. Logo depois, seu túmulo foi prontamente revestido com mármore e uma lápide foi colocada com sua fotografia. Com o passar dos anos, placas e flores deram mais vida ao lugar que guarda o corpo de Maria Amida Kamers.

Investigações foram realizadas, mas muito do que foi descoberto foi silenciado e, pelo que diziam os boatos, pelo próprio pai do assassino. Na época, polícia e especuladores chegaram a suspeitar, inclusive, da família que abrigou Maria Amida e da própria família da moça. Amigos, parentes, vizinhos, conhecidos: ninguém escapou dos interrogatórios.

“Por que suspeitaram que o tal farmacêutico fosse o assassino?”, perguntei. Assim lembram minha mãe e minha tia o que ouviram: “num dos quatro lenços que foram retirados da garganta da Maria Amida estavam gravadas as iniciais do farmacêutico ofendido por ela durante a vacinação. Coincidentemente, tempos mais tarde, para evitar uma possível prisão, o tal homem forjou sua própria morte com a ajuda do pai e fugiu para Brasília. Também um dos suspeitos, um policial da cidade, ao ser indiciado como participante no crime se enforcou: ‘Peso na consciência ou medo da prisão?’, assim se perguntavam os moradores da região”.

Muitos detalhes ainda permanecem escondidos, outros se confrontam e grande parte se encontra indicando possível veracidade. No entanto, ainda hoje mistérios envolvem o assassinato de Maria Amida Kamers que desde o dia de sua morte é tida como “Mártir da Castidade”, assim como Santa Maria Goretti e a beata catarinense Albertina Berkembrock.

Mas, por mais que os anos passem e a população de Rancho Queimado e de Santo Amaro da Imperatriz se esqueçam, inconscientemente, do ocorrido (sendo lembrado apenas pelos mais antigos), as placas sobre o túmulo da jovem insistem e clamam para que sua lembrança permaneça viva. E esse clamor é fácil de ser percebido, pois cada vez mais placas de ação de graças cobrem o túmulo da jovem, trazendo à tona muitos questionamentos: Por quais milagres Maria Amida intercedeu? Onde estão estas pessoas? O que há de especial em Maria Amida que atraiu e que ainda atrai tantas pessoas em oração? O que move estas pessoas a rezar, a pedir à Maria Amida por sua intercessão?

É desejo de muitos na região, que conhecem a história da falecida Amida, que a jovem se torne beata reconhecida pela Igreja Católica. No entanto, para que Maria Amida se torne digna de culto e veneração a nível regional autorizados pelo Vaticano, pelo exemplo de suas ações voltadas à fé durante a vida, é preciso a confirmação de apenas um milagre.

Para que este desejo se torne realidade, é necessária a manifestação das pessoas que deixaram suas placas de ação de graças sobre o túmulo de Maria Amida. É preciso a revelação destas graças e verificar se alguma adquire caráter de “milagre”. Caso alguma destas graças possua características de milagre, a diocese onde está sepultada a moça (no caso, a Arquidiocese de Florianópolis) passa a mover um processo junto à Congregação para as Causas dos Santos no Vaticano, com o objetivo de atestar a veracidade e legitimidade deste (s) possível (is) milagre (s). Segundo as regras da Congregação, a pessoa que recebeu o milagre passa por exames científicos minuciosos e a situação da graça é analisada detalhadamente, de modo a verificar a autenticidade e a descartar todas as possibilidades de interferência humana em detrimento da divina. Este processo, em alguns casos, pode durar anos, séculos, ou até mesmo poucos meses: seguindo a fé e a vontade de Deus não há como determinar o tempo.

Capela católica da comunidade de Taquaras, em Rancho Queimado/SC, cujo santo padroeiro é São Bonifácio, também padroeiro da Alemanha. A capela foi construída a pedido do ex-governador do estado de Santa Catarina, Sr. Hercílio Pedro da Luz, para homenagear sua esposa, a Sra. Etelvina Cesarina Ferreira da Luz. Foto: Isabel Pitz. Junho de 2016.

A beatificação de Maria Amida seria resposta ao clamor da comunidade em que viveu e viria em benefício desta mesma comunidade, neste caso, da região dos municípios de Santo Amaro da Imperatriz e de Rancho Queimado, na Grande Florianópolis.

É de suma importância a investigação das graças alcançadas sob intercessão de Maria Amida Kamers e que estão destacadas em quantidade nas placas sobre seu túmulo. Algo tão notável não poderá ser deixado de lado ou esquecido, pois sua história insiste em permanecer viva e não pode ser esquecida, no momento em que clama de forma sutil e tão aparente sobre seu túmulo.


Texto: Isabel Pitz.

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Anexos/Curiosidades

1. Tradução da certidão de casamento de Johann Primm e Barbara Steinbach, do francês para o alemão:

"No ano de 1809, dia 24 de Janeiro, às 9 horas da manhã, diante do prefeito do Município de Farschweiler, como funcionário do registro civil de Herl, do Cantão Hermeskeil, Departamento de Saarland, compareceram o Sr. João Prim, 29 anos, nascido em Herl, agricultor, residente em Herl, filho mais velho de Sr. Theodor Prim, agricultor, residente em HERL e Sra. Maria Hoffeld / falecida.

E Barbara Steinbach, 31 anos, nascida em Herl, agricultora, residente em HERL, filha mais velha de George Steinbach / falecido e Barbara Michels, presente aqui e que deu seu consentimento para o casamento.

O casal pediu-nos para realizar este casamento. Foi postado diante da comunidade, pela primeira vez, em 8 de Janeiro 1809, pelas 10 horas da manhã ea segunda vez em 15 Janeiro 1809, pelas 10 horas da manhã.

Uma vez que não houve contradição e têm sido feitas todas as formalidades para este casamento, eu, prefeito do município Farschweiler, perguntei os noivos se queriam se aceitar como marido e mulher. Ambos responderam que sim.

Declaro com isso o Sr. Johann Prim e a esposa Barbara Steinbach como um casal.

Esta certidão foi feita na presença do Sr. Peter Steinbach, agricultor, 47 anos, residente em Farschweiler, Departamento de Saarland, do Sr. Peter Steinbach, agricultor, 30 anos, residente em Farschweiler, Departamento de Saarland, do Sr. Nikolaus Kiebek, agricultor, 39 anos, residente emFarschweiler, Departamento de Saarland, e do Sr. Pedro Zender, 26 anos, residente em Farschweiler.

As pessoas listadas assinaram a certidão.

Esta certidão foi feita em Farschweiler no dia, mês e ano como descrito anteriormente."

Nota: No tempo em que aconteceu o casamento a nossa região estava ocupada pelos franceses sob Napoleão e a certidão foi feitaem francês. Johann e Barbara não sabiam ler e escrever; por isso as pessoas listadas que assinaram o documento estavam presentes, afirmando assim também que os dois eram realmente Johann Prim e Barbara Steinbach.



2. Brigue Luiza.

Foi um navio veleiro de dois mastros do tipo brigue. O casco da embarcação era todo forrado com cobre. O navio trouxe os primeiros imigrantes colonos alemães a Santa Catarina.

Em 28 de outubro de 1828 zarpou do porto do Rio de Janeiro com 276 imigrantes a bordo, os quais vinham, em boa parte, da região da Renânia, na atual Alemanha. A viagem inicial foi feita no navio germânico Johanna Jakobs que trouxe centenas imigrantes para o Brasil. (Deste navio, não há registros do porto de saída. Acredita-se que zarpou da Holanda).


Brigue

Em 7 de novembro de 1828 desembarcaram no porto da então Desterro, hoje Florianópolis. A esse contingente juntaram-se, no dia 12 do mesmo mês, mais 359 imigrantes chegados no bergantim Marquês de Vianna e, juntos, formaram uma nova comunidade.

Os passageiros do Luiza foram encaminhados para a Armação da Lagoinha, no Sul da Ilha, onde havia abrigo com hospital e médico, pois a maioria chegou doente.

Das 146 famílias, de ambos os navios, destinadas a formar a nova colônia de São Pedro, 14 se deixaram ficar na cidade de Florianópolis e em seus arredores, e por isso só 132 datas foram demarcadas em São Pedro de Alcântara para igual número de famílias.


3.  A lenda do Pitz que veio dentro de um barril

"Diz a lenda que o menino era muito pequeno e que veio dentro de um barril". Mas, mesmo sendo essa a lenda, a verdade é que, por este motivo, o menino era motivo de chacota. Sabe-se que um menor de idade viajou como clandestino; e que viajou dentro do barril não porque era pequeno, mas porque queria esconder-se. Ao chegar em solo brasileiro, foi adotado pela familia Pütz. Teria, mais ou menos, entre 14 e 16 anos e passou a ser o "filho mais velho". Seu nome era Jakob Bornhausen. 

[...] Houve alguns casos de passageiros clandestinos, quase sempre órfãos, que ao serem descobertos, foram amparados e garantidos por outras famílias, como contam as tradições familiares. [...]. (PHILIPPI, 1995, p. 19).

Segundo o autor acima citado, não há indicação do navio que transportou Jakob Bornhausen até Desterro e nem a data em que entrou na Colônia São Pedro de Alcântara. O que se sabe, também, é que Johanna, a filha biológica mais velha de Michael Pütz casou-se com Jakob Bornhausen, provavelmente em 1833. O primeiro registro público do casal encontrado refere-se ao recebimento, em 1847, da Sorte Número 54 na Colônia Santa Isabel. Neste momento já tinham quatro filhos. A filha mais velha chamava-se Isabel (Luisa) e tinha 13 anos. Os registros indicam que moravam com a familia Pütz até este momento.


4. Paróquia e Matriz de São Pedro de Alcântara.

São Pedro de Alcântara, cujo nome é uma homenagem ao primeiro Imperador do Brasil, foi a primeira agrovila de colonos europeus em solo catarinense. Situada a uns 35 quilômetros de Desterro (Florianópolis), foi fundada a primeiro de março de 1829. 

Nesta data, um domingo, José Silvestre dos Passos, o imperial medidor de terras e 
primeiro diretor da Colônia, anunciava a chegada dos primeiros colonos. Mais tarde, uma outra leva de colonos se fixou meia légua mais adiante, cujo local denominaram Santa Bárbara e onde, por volta de 1835, construíram uma Capela, pioneira na região e que, abandonada, ruiu pelos idos de 1915.

Destas comunidades partiram os colonos alemães para povoar Mondeo (Angelina) e Alto Biguassú (Antônio Carlos). Um recenseamento da Colônia feito em setembro de 1830 dava conta da existência de 652 pessoas, sendo 377 homens, 275 mulheres, num total de 154 famílias, 18 delas no Louro. Desde o início de sua colonização até a nomeação do primeiro Pároco, a população era atendida pelos Padres de São José, a cuja Paróquia pertencia.

Pela Lei Provincial n. 194, de 13 de abril de 1844, São Pedro de Alcântara é elevado à categoria de Freguesia e a 23 de abril à condição de Paróquia. Confirmada pelo Bispo do Rio de Janeiro, em visita pastoral à Província, em 1845, começando a funcionar em 1850, ficando ao encargo de Monsenhor Manoel Joaquim da Paixão que também cumulava a função de Vigário de São José.

Em 1846 chegava ao local uma segunda leva de colonos alemães. Segundo o historiador Aderbal João Phillippi, por volta de 1860, foi construída uma nova Igreja Matriz, que deu lugar à hoje existente, cuja pedra fundamental foi lançada mediante autorização da Cúria Metropolitana datada de 4 de setembro de 1926, tendo sido inaugurada por ocasião dos festejos do Centenário da Colônia em 1929.

De 1872 a 18 de julho de 1883 a Paróquia foi atendida por Frei Wilhelm Röer OFM. Em 21 de dezembro de 1950 a Igreja Matriz, cuja construção foi iniciada em 5 de novembro de 1926 e terminada quatro anos mais tarde, foi solenemente consagrada. Em 10 de setembro de 1958 a Cúria Metropolitana aprova o projeto de uma nova Casa Paroquial, solenemente inaugurada, em cerimônia presidida pelo Arcebispo Metropolitano no dia 21 de junho de 1959. A Casa Paroquial antiga passou a abrigar uma enfermeira obstetra, que instalou uma pequena maternidade.

Durante os anos de 1961 e 1962 novamente a Paróquia ficou sem um pároco próprio, sendo atendida pelos Frei Osório Stoffel OFM e Osmar Müller OFM, na condição de Encarregados. Em 1994 os anseios da comunidade foram atendidos e, após homéricas discussões e, inclusive, contendas 
judiciais, a Assembléia Legislativa do Estado aprovou a criação do Município de São Pedro de Alcântara, através da Lei n. 9.534, de 16 de abril. 

A 3 de outubro aconteceram as primeiras eleições para Prefeito e Vereadores, sendo o Município 
solenemente instalado a 1º de janeiro de 1997. A matriz é obra de grande beleza, com altar esculpido em madeira. Abriga várias imagens sacras bem trabalhadas. Sua cúpula, de grande altura, remete à basílica de São Pedro, no Vaticano. Fica numa elevação de onde se tem excelente vista de todo o centro da cidade. No pátio da Igreja estão sepultados os párocos. Está sempre 
aberta a visitação e é muito bem conservada. Foi restaurada em 1979.

Dados principais:

Criada em 13 de Abril de 1844 (169 anos)

Localidade/padroeiros/ano de criação:

Santa Filomena - São João Vianney e Sta. Filomena (1860)
Varginha - São Sebastião (1944)
Barro Branco - Nossa Sra. de Fátima (1958)
Colônia Santa Tereza - Santuário Senhor Bom Jesus da Santa Cruz (2000)

Igreja Matriz de São Pedro de Alcântara/SC.

Vista da parte interna.

Altar-Mor. Sabe-se que os altares laterais foram feitos pelo artista Antônio Pitz (Anton Pütz).

4.1 Paróquia e Matriz de São Pedro de Alcântara: A construção.

Sobre a Igreja Matriz de São Pedro de Alcântara há muita informação disponível que poderá ser repassada oralmente pela Casa da Cultura: Por que e para que foi construída? Por que a forma como foi construída? Quais aspectos estão relacionados à sua arquitetura?Quais aspectos estão relacionados aos seus altares e imagens sacras? De onde provêm o nome São Pedro de Alcântara? Entre outras questões.

Igreja Matriz de São Pedro de Alcântara. Vista lateral.

Informações básicas da construção:


A construção da Igreja Matriz exigiu o sacrifício de todos os moradores da região.

Na data de 21 de junho de 1926 começaram a desmanchar a Igreja Matriz antiga.

Em 23 de junho de 1926 foi celebrada a última missa na Igreja Matriz antiga.

No dia 05 de outubro de 1926 começaram os serviços para a construção da nova igreja matriz (a matriz atual).

A 05 de novembro de 1926 foi colocada a primeira pedra no alicerce.

A 20 de fevereiro de 1926 foi benta a pedra fundamental pelo Pe. Bernardo Bleses.

A 23 de fevereiro de 1927 começa os serviços de carpintaria.

A 03 de abril de 1928 é colocado o primeiro traço na cúpula.

A 13 de novembro de 1928 é derradeiro o traço na cúpula.

A 02 de dezembro de 1928 é colocada a cruz na cúpula. Foi arrematada por 1:358$000, ficando a maior parte para o cônsul alemão Pittmann com 155$000.

A 29 novembro de 1930 acabam de assoalhar a matriz.

A 21 de dezembro de 1930 benzem a matriz. Benzeram antes de acabar a torre.

Há na página 05 do livro tombo da Igreja Matriz de São Pedro de Alcântara, a seguinte e interessante informação: a planta é de autoria de Antonio Rotstein.

Sua construção foi iniciada com o Pe. Bernardo Bläsing (05/10/1926 a 03/03/1927) e continuada pelo Pe. Bernardo Füchter (12/07/1927 a 16/03/1930). Menor atuação na construção das obras tiveram os padres: João Müsch (03/03/1927 a 04/07/1927) e Nicolau Schann (16/03/1930 a 06/03/1931). Foi finalizada quatro anos mais tarde sendo inaugurada e consagrada em 21 de dezembro de 1930 por Dom Joaquim Domingues de Oliveira, Arcebispo Metropolitano de Florianópolis.

O Padre Bernardo Füchter foi quem mais empenhou-se e envolveu-se na sua construção.

Sr. Antônio Pedro Clasen, um dos moradores nascidos em São Pedro de Alcântara, já falecido, relata em suas memórias:

“Após finda à missa na igreja improvisada, pois a anterior havia sido destruída para a construção da atual igreja matriz, o Pe. Bernardo Füchter ia até a praça para pedir aos carroceiros que desciam com suas mercadorias até à Praia Comprida, em São José, que em seu retorno, trouxessem os materiais para a construção da igreja, que se encontravam prontos à espera de transporte na Praia Comprida. Na ocasião a estrada era apenas um caminho de terra com muita lama e atoleiros.

O transporte utilizava a precária estrada e era feito em carroças de dois a até seis animais e também em cargueiros (mulas e burros de carga). Os carroceiros levavam os mais diversos gêneros produzidos na região e no Planalto de Lages até o litoral de São José. Ali os produtos eram vendidos aos comerciantes locais e depois transportados em pequenas barcas de velas e remos para serem comercializados em Florianópolis. Os carroceiros, ao deixarem as suas mercadorias na Praia Comprida, e atendendo ao pedido do Padre, carregavam os materiais como cimento, cal de conchas – acondicionados em enormes barricas de cem quilos – e muito ferro. Assim, retornavam. Era uma distância superior a trinta quilômetros até São Pedro de Alcântara.

Os demais materiais para a construção foram obtidos na região. Todo o trabalho foi feito “a braço” sem utilização de máquinas. A madeira era cortada no mato, em toras, estas por sua vez eram depositadas em estaleiros, onde eram serradas em tábuas e das quais uma parte era usada nos andaimes. A madeira nobre era separada para fazer assoalhos, portas, janelas e altares menores. As tábuas eram aplainadas com enormes plainas de madeira e encantilhadas manualmente. A areia foi extraída do Rio Maruim e as pedras retiradas das pedreiras mais próximas. Os tijolos foram produzidos na olaria existente na Comunidade de Boa Parada pertencente ao senhor João Stähelin. Foram cerca de 200 mil e nas olarias do senhor Matias Schweitzer e do senhor Nicolau Antônio Schmitt que produziram outros milhares de tijolos. No canteiro de obras, todo este material para edificação era erguido por sarilhos manuais pois não havia guindastes ou qualquer outro equipamento sofisticado. A maior parte do trabalho era realizada em sistema de mutirão por pessoas voluntárias, através do rodízio de turmas. Para cada dia da semana era escalada uma das turmas de trabalhadores que foram formadas nas diversas comunidades da região. Foram chefes de turmas: Jacob Petry, Clemente Nicolau Schmitt, Matias Schweitzer, Antonio da Costa, Pedro Ludwig, José Meurer, João Jacob Schütz, Leopoldo Simão Stein e Manuel Gaspar. Esse sistema de mão de obra foi contínuo durante toda a construção, reduzindo os custos da edificação.

O padre organizava grupos de 30 a 40 pessoas que trabalhavam na construção. Todos ajudavam inclusive crianças e idosos que carregavam telhas, tijolos ou com marretinhas quebravam pequenas pedras para produzir brita que seriam utilizadas no templo. Também os padres, depois de celebrarem a missa, iam, ainda vestidos com batinas, retirar toras no mato.

O traço e o concreto era feito também à mão e transportados para cima com sarilho também tocado à mão. O mesmo era feito com os tijolos.

A madeira foi doada pelo senhor Vicente Eduardo Vieira para ser retirada dos matos de sua propriedade. A comissão comprou uma junta de bois e entregou- ao senhor Alfredo Stähelin que, auxiliado pelo negro Antônio Joaquim Vieira da Rosa, transportavam as toras até o pasto do senhor Matias Hoffmann. Ali foi construído um estaleiro para serem serrados a braço os assoalhos, caibros, etc. Os serradores foram os senhores Augusto Hammes e Benjamim Clasen que eram pagos pelo serviço porque trabalhavam todos os dias. Além dessa madeira os colonos doaram mais, como vigas, madeira para andaimes e para as formas da cúpula, sendo tudo transportado em carros de bois.

Os quatros altares laterais foram feitos pelos senhores João Kuhn e Antônio Pitz (sobre Antônio Pitz (Anton Pütz) e suas obras sacras, ver itens 7 e 8 deste anexo).

As vidraças formam confeccionadas pelo senhor João Bühler.
A madeira do assoalho foi toda plainada e encantilhada a mão.
Os bancos e a escada do coro foram confeccionadas pelo senhor João Filipe Koerich.

Seu altar-mor, esculpido em madeira, é proveniente da Alemanha e foi transportado de São José até São Pedro de Alcântara (uma distância de aproximadamente 30km) nos ombros do povo."

É de se observar que no local da atual igreja matriz existiram outras:

Em 1830 foi construída uma capela de palha;

Em 1838 construída uma capela de madeira;

Em 1855 inicio da construção da capela de alvenaria;

Em 1922 demolição da igreja de alvenaria;

Em 05 de outubro de 1926 começaram os serviços para a construção da atual igreja matriz.


Obra de bela arquitetura e grandes dimensões físicas, a Igreja Matriz de São Pedro de Alcântara tem as seguintes medidas:

Torre Central:

43, 00m de altura.

Cúpula:

35, 00m por fora.

33, 00m por dentro.

12, 80m de diâmetro.

Igreja:

18,40m de largura (a parte mais larga).

12, 80 m de largura (as partes mais estreitas).

26, 40m de comprimento (da parte até o presbitério).

7, 80m comprimento do presbitério.

34, 20m comprimento da porta até atrás do altar.

9, 30m largura do presbitério (nas portas das sacristias).

Fonte: Informações e imagens gentilmente cedidas por Daniel Silveira (Casa da Cultura de São Pedro de Alcântara) à autora deste blog (Ano 2017).


5. Elisabeth Pitz: Miss França 1935.


Uma parente distante, descendente dos Pitz que ficaram na Alemanha na época da imigração para SC. Natural de Saarland - atualmente Estado alemão, próximo ao Estado alemão de Rheinland-Pfalz - Elisabeth Pitz (descendente dos Pitz que ficaram na Alemanha na época da imigração) era Miss Renânia e concorreu por Saarland ao Miss França 1935. Na época, o território de Saarland não pertencia à Alemanha, mas sim, à França.


Um reinado de apenas duas horas


Quem gosta de História sabe que França e Alemanha viviam sempre em disputas, nas quais uma sempre tomava parte do território da outra. Numa dessas disputas entre os dois países, quando Elisabeth Pitz tornou-se Miss, cerca de duas horas depois de ter recebido o título, teve que deixar a coroa para o segundo lugar, a "legítima francesa" Giselle Prèville.

Elisabeth teve que deixar a coroa para Giselle, porque o território de Saarland que era de posse da França na época, acabou voltando para posse dos alemães, e ela foi considerada "alemã" (se bem que ela era alemã desde o início). Para isso, teria que representar a Alemanha no Miss Europa 1935, em 06 de julho, que se realizaria em Torquay, na Inglaterra. Mas isso não aconteceu, pois Elisabeth não disputou o Miss Alemanha e renunciou a coroa de Miss França.

Mesmo com esse "azar", o nome de Elisabeth continua na relação de misses francesas. 



Pelo Blog Miss France 1920


Élisabeth Pitz, née à Sarrebruck en 1911, est une Française élue Miss Sarrebruck en 1934, puis Miss France en 1935.

Elle se retire après 2 heures de règne et cède sa couronne à Gisèle Préville, Miss Paris.

Les raisons de son désistement nous sont connues par la presse de l'époque.

Selon le journal Ouest-Eclair du 19 mai 1935, "au moment de la proclamation du résultat de cette compétition, diverses protestations se sont élevées.

Une courte bousculade s'ensuivit au cours de laquelle partisans et adversaires de la lauréate échangèrent des propos assez vifs.

Les membres du jury calmèrent néanmoins l'assistance en rappelant que Mlle Elisabeth Pitz bien qu'elle naquit en territoire allemand avait toujours fait preuve de loyalisme à l'égard de sa patrie d'adoption et l'incident s'arrêta là.

Peu après, Mlle Pitz a fait savoir aux membres du jury qu'elle se désistait.

En conséquence, le titre a été attribué à la candidate qui avait été seconde du tournoi, Mlle Gisèle Préville, jeune parisienne de 16 ans".

Elisabeth Pitz, d'origine sarroise, avait en effet opté pour la nationalité française après le plébiscite du 13 janvier 1935.

Élection:

Elle est élue Miss France le 18 mai 1935 à Paris. Le jury, qui s'était réuni dans les salons de la revue Comoedia, était présidé par le peintre Paul Chabas.

Gisèle Préville, née Gisèle Mairet le 11 décembre 1918 à Paris VIe et morte le 26 novembre 2006 à Villiers-le-Bel, est une actrice française.

Elle est élue Miss Paris 1934, puis Miss France 1935, en remplacement d'Elisabeth Pitz, Miss Sarrebruck, qui renonce 2 heures après son élection. Elle devient donc la 11e Miss France.

Gisèle Préville, née Gisèle Mairet le 11 décembre 1918 à Paris VIe.

Elle est morte le 26 novembre 2006 à Villiers-le-Bel, est une actrice française.

Elle est élue Miss Paris 1934, puis Miss France 1935, en remplacement d'Elisabeth Pitz, Miss Sarrebruck, qui renonce 2 heures après son élection. Elle devient donc la 11e Miss France.



Fonte: http://miss-france1920.skyrock.com/3267638498-Elisabeth-Pitz-Miss-France-1935-et-Gisele-Preville.html


Saarland

O Estado de Saarland (ou Sarre em português) mudou a nacionalidade oito vezes em 200 anos e é o menor Estado da Alemanha. A região que faz fronteira com a Franca é marcada pela influência cultural francesa na cozinha e também no estilo de vida, como, por exemplo, o “Saarvoir vivre”, o jeito de saber como viver bem.

A região, originalmente ocupada por tribos celtas, já fez parte do Império Romano, foi conquistada pelos Francos e pelos franceses e fez parte da França por vários anos. Com a derrota de Napoleão, em 1815, a região foi novamente dividida, dessa vez em três partes: uma província prussiana do Reno, uma do Reino da Bavária e uma do Duque de Oldenburg. Depois da guerra, foi fundado o Império Alemão, e Sarre passou a fazer parte dele.

Saarbrücken é o centro urbano do Saarland e também sua capital política e cultural. A metrópole combina a cultura alemã e francesa e tem a cara de uma cidade internacional, mas ainda consegue manter uma atmosfera descontraída, tranquila e alegre, onde todos se sentem bem. 



Saarland é um dos estados do Sudoeste alemão que faz divisa com o estado da Renânia-Palatinado (Rheinland-Pfalz) e a França. Foto: http://www.lektorat.de/land/images/Korrektorat-Korrektor-Saarland.jpg

Fonte do texto: Embaixada da Alemanha em Brasília.







Antes de ser Miss França, Elisabeth foi Miss Renânia (Alemanha).

Elisabeth é a 12ª Miss França - mesmo que por apenas duas horas. Sua substituta foi a primeira princesa, Giselle Prèville.






Jornal da época dando destaque à renúncia de Elisabeth Pitz. Os créditos do jornal e a reportagem estão grifados em vermelho. Para melhor visualização, favor clicar com o botão direito do mouse sobre a imagem e abrir em uma nova guia.

Jornal da época dando destaque à renúncia de Elisabeth Pitz. Os créditos do jornal e a reportagem estão grifados em vermelho. Para melhor visualização, favor clicar com o botão direito do mouse sobre a imagem e abrir em uma nova guia.

Jornal da época dando destaque à renúncia de Elisabeth Pitz. Os créditos do jornal e a reportagem estão grifados em vermelho. Para melhor visualização, favor clicar com o botão direito do mouse sobre a imagem e abrir em uma nova guia.



Elizabeth é a segunda da esquerda para a direita, na fileira de baixo.


A substituta Gisele Preville.



6. A familia Bornhausen (da conhecida oligarquia política do Estado de Santa Catarina) também descende da família de Michael Pütz.


Baseando-se no item 3 deste anexo, sabe-se que a conhecida oligarquia da política catarinense descende da familia formada por Johanna Pütz (filha de Michael Pütz) e Jacob Bornhausen (o órfão acolhido e adotado pela familia de Michael Pütz).  

Sabe-se que existem outras familias descendentes dos dois sobrenomes, mas, para mostrar apenas a familia de José Francisco e Virginia, elaborei um diagrama com as gerações dos descendentes apenas da familia de Johanna e de Michael (filho) que destacam os conhecidos Bornhausen e a familia de José Francisco e Virginia:
  


Fonte: http://www.ivopitz.pro.br/. Diagrama confeccionado por Isabel Cristina Pitz Espíndola. Junho de 2013.



Irineu Bornhausen governou Santa Catarina de 31 de janeiro de 1951 a 31 de janeiro de 1956. Nasceu em Itajaí (SC) em 25 de março de 1896, filho de João Bornhausen e de Guilhermina Bornhausen, colonos descendentes de suíço-alemães chegados ao Brasil na primeira leva de imigração germânica. Viveu uma infância pobre, ajudando os pais na agricultura. Mais tarde, trabalhou no comércio em estabelecimento da família, foi varredor de loja e garçom.
Vinculou-se a uma das mais importantes oligarquias políticas catarinenses a partir do casamento com Marieta Konder, filha mais nova do mestre-escola Markus Konder, imigrante alemão e patriarca da família. Fonte: http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/bornhausen-irineu



Jorge Bornhausen governou Santa Catarina de 31 de janeiro de 1979 a 31 de janeiro de 1982. Nasceu no Rio de Janeiro no dia 1º de outubro de 1937, filho de Irineu Bornhausen e de Marieta Konder Bornhausen. Fonte: http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/jorge-konder-bornhausen


Paulo Bornhausen foi deputado Federal entre os anos de 1995 a 1999 e de 2007 até o presente. Nasceu em Blumenau/SC no dia 19 de junho de 1963, filho de Jorge Konder Bornhausen e de Eudéa Barreto Bornhausen. Fonte: http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/paulo-roberto-barreto-bornhausen

7 - Antônio Pitz (Anton Pütz): o marceneiro e artista da Grande Florianópolis.

Antônio Pitz (1886 - 1963) era filho de João Pitz (1861-1899) e de Maria Pitz. Neto de Michael Pütz (filho) que veio da Rheinprovinz (atual estado alemão de Rheinland-Pfalz) junto com a familia para o Brasil no final do ano de 1828.



João se casou no Louro (localidade no atual município de Antônio Carlos, divisa com São Pedro de Alcântara). Após o falecimento de João Pitz, sua esposa se mudou com os filhos para o Vale do Itajaí (Blumenau ou Gaspar). Um destes filhos, Antônio, depois de um período no Seminário Franciscano em Blumenau, onde aprendeu a marcenaria, se mudou para a região de Santo Amaro da Imperatriz com o objetivo de construir altares para igrejas.



Em Santo Amaro, Antônio fixou residência na localidade da Varginha. Lá conheceu Plautilla Schmidt que morava em Barro Branco, no atual município de São Pedro de Alcântara/SC, com quem se casou em 03 de outubro de 1912, no município de Santo Amaro da Imperatriz. Na ocasião, Antônio tinha 22 anos de idade e a noiva, 25. Plautilla era filha de João Adão Schmidt e Maria Neckel. O casal Antônio e Plautilla teve cinco filhos: Maria, Verônica, Adelaide, João e Evaristo. Com o passar do tempo e a confecção de novos móveis sacros, Antônio Pitz foi se aperfeiçoando cada vez mais na técnica da marcenaria. Fazia altares, bancos, mesas, cadeiras, relógios, cômodas, usando a madeira como principal matéria-prima.


Com grande maestria e esmero, trabalhava sem ajuda de equipamentos elétricos, sendo o responsável pela mobília de muitas igrejas na região da Grande Florianópolis. Faleceu em 15 de agosto de 1963 com 77 anos de idade, em Santo Amaro da Imperatriz. Lá foi sepultado no cemitério paroquial: Cf. Registro nº 3.544, Folhas 185v, Livro 12 C, do Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais, Jurídicas de Santo Amaro da Imperatriz.

Infelizmente sua obras estão dispersas e ainda não foram catalogadas.



Fonte: JOCHEM, Toni Vidal. Uma caminhada de fé. História da Paróquia Santo Amaro - Santo Amaro da Imperatriz e Águas Mornas/SC. Edição do Autor, Santo Amaro da Imperatriz/SC, 2005. Pp 119, item 272


8- Algumas obras do artista marceneiro Antônio Pitz (Anton Pütz).

8.1- Igreja da localidade da Fazenda do Sacramento II, em Águas Mornas-SC.

Imagem da antiga Igreja da localidade da Fazenda do Sacramento II, em Águas Mornas-SC. Pinturas de Pedro Cechet e altares executados por Antônio Pitz. Igreja Nossa Senhora de Lourdes. Foto: Toni Jochem (sem data).

Data de término da obra e assinatura de Antônio Pitz inscritas em um dos altares da Igreja da localidade da Fazenda do Sacramento II, em Águas Mornas-SC. Foto: Gentilmente cedida por Toni Jochem à autora deste blog (Ano 2017)

 Data de término da obra e assinatura de Antônio Pitz inscritas em um dos altares da Igreja da localidade da Fazenda do Sacramento II, em Águas Mornas-SC. Foto: Gentilmente cedida por Toni Jochem à autora deste blog (Ano 2017).

Data de término da obra e assinatura de Antônio Pitz inscritas em um dos altares da Igreja da localidade da Fazenda do Sacramento II, em Águas Mornas-SC. Foto: Gentilmente cedida por Toni Jochem à autora deste blog (Ano 2017).

Um dos altares da Igreja da localidade da Fazenda do Sacramento II, em Águas Mornas-SC. Foto: Gentilmente cedida por Toni Jochem à autora deste blog (Ano 2017).

Um dos altares da Igreja da localidade da Fazenda do Sacramento II, em Águas Mornas-SC. Foto: Gentilmente cedida por Toni Jochem à autora deste blog (Ano 2017).
Um dos altares da Igreja da localidade da Fazenda do Sacramento II, em Águas Mornas-SC. Foto: Gentilmente cedida por Toni Jochem à autora deste blog (Ano 2017).

Um dos altares da Igreja da localidade da Fazenda do Sacramento II, em Águas Mornas-SC. Foto: Gentilmente cedida por Toni Jochem à autora deste blog (Ano 2017).


8.2- Igreja dedicada à Santa Luzia, bairro Pagará, Santo Amaro da Imperatriz/SC.

Altar central da igreja dedicada à Santa Luzia em Pagará, Santo Amaro da Imperatriz. Foto: Gentilmente cedida por Toni Jochem à autora deste blog (Ano 2017).

Altar central da igreja dedicada à Santa Luzia em Pagará, Santo Amaro da Imperatriz. Foto: Gentilmente cedida por Toni Jochem à autora deste blog (Ano 2017).

Altar central da igreja dedicada à Santa Luzia em Pagará, Santo Amaro da Imperatriz. Foto: Gentilmente cedida por Toni Jochem à autora deste blog (Ano 2017).

Altar central da igreja dedicada à Santa Luzia em Pagará, Santo Amaro da Imperatriz. Foto: Gentilmente cedida por Toni Jochem à autora deste blog (Ano 2017).

 Altar central da igreja dedicada à Santa Luzia em Pagará, Santo Amaro da Imperatriz. Foto: Gentilmente cedida por Toni Jochem à autora deste blog (Ano 2017).

Altar central da igreja dedicada à Santa Luzia em Pagará, Santo Amaro da Imperatriz. Foto: Gentilmente cedida por Toni Jochem à autora deste blog (Ano 2017).

Altar central da igreja dedicada à Santa Luzia em Pagará, Santo Amaro da Imperatriz. Foto: Gentilmente cedida por Toni Jochem à autora deste blog (Ano 2017). 

Altar central da igreja dedicada à Santa Luzia em Pagará, Santo Amaro da Imperatriz. Foto: Gentilmente cedida por Toni Jochem à autora deste blog (Ano 2017).

9 - Cronologia da chegada dos primeiros imigrantes na primeira colônia alemã de Santa Catarina.


Aos fins de abril de 1828: embarcaram em Amsterdam com destino ao Brasil umas 60 famílias alemães originárias dos distritos de Cochem, no Eifel. Os demais embarcaram em Bremen, nos navios alemães Johanna Jacobs e Charlote et Louise. Estas famílias foram destinadas à Colônia de São Pedro de Alcântara em Santa Catarina. A viagem marítima naquele tempo poderia levar até 90 dias, sendo que mulheres e crianças viajavam nos porões e os homens no tombadilho.

Junho de 1828: Johanna Jacobs aporta no Rio de Janeiro. Seus tripulantes ficaram na região por um período aproximado de 60 dias para então poder embarcar com destino à Desterro, hoje Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

02 de outubro de 1828: o brigue Charlote et Louise aportou no Rio de Janeiro, tendo partido de Bremem no dia 07 de junho do mesmo ano (em outros relatos consta dia 30). Este mesmo brigue chegou a fazer duas viagens da Alemanha ao Brasil.

28 de outubro de 1828: dois bergantis chamados Luiza e Marquês de Vianna partiram do Rio de Janeiro com destino à Desterro por ordens do Inspetor de Colonização Estrangeira Monsenhor Pedro Machado de Miranda Medeiros. Os bergantis transportaram 146 famílias, totalizando-se em 635 pessoas: 523 pessoas eram provenientes de Bremem, originários da região de Eifel, Sudoeste da Alemanha, ao norte do Rio Mosela (margem esquerda); mais 93 homens liberados da Legião Alemã (corpo da tropa de mercenários alemães no Exército Imperial Brasileiro que foram dissolvidos na Capital do Império); e 19 ex-integrantes do 27º Batalhão de Caçadores da Província de Santa Catarina, igualmente dissolvidos.

07 de novembro de 1828: brigue Luiza aportou em Desterro transportando 276 pessoas. No entanto por haverem adoecido durante a viagem, os imigrantes alemães foram hospedados involuntariamente, completamente isolados na Armação da Lagoinha, antigo estabelecimento de pesca de baleias fundado na costa oriental da Ilha de Santa Catarina. Encontravam-se no local o 14º Batalhão do Exército. Neste estabelecimento os imigrantes receberam assistência médica por conta do governo provincial.

12 de novembro de 1828: brigue Marquês de Vianna aportou em Desterro trazendo 359 pessoas. Os tripulantes ficaram alojados em quartéis da cidade (campo de manejo), juntos aos Batalhões 4º, 8º, 18º, 27º de artilharia.

11 de fevereiro de 1829: os primeiros imigrantes alemães, a maioria trazidos pelo Marquês de Vianna, foram levado à São José. Os alemães trazidos pelo brigue Luiza foram levados à Colônia de São Pedro de Alcântara durante os meses do ano de 1829.

01 de março de 1829 (data de fundação da primeira colônia alemã catarinense): a ocupação da Colônia São Pedro de Alcântara ocorreu. Esta colônia consistia em Sede de Colônia, Santa Filomena, Vargem Grande (fundada em 1837), Leopoldina e Colônia Itajahy no médio Vale do Itajahy.

Entre 1836 e 1837: várias famílias insatisfeitas com o solo precário da colônia decidiram partir para a colônia de Belchior no Itajahy-Açu. Outros obtiveram terras fundando a colônia de Vargem Grande. E muitas outras famílias direcionaram-se para o Vale do Rio Itajahy, Arraial da Barra (Itajahy), Margens do Itajahy Mirim, Belchior, Pocinhos e Gaspar.

13 de abril de 1844: a colônia São Pedro de Alcântara eleva-se à categoria de Freguesia.

28 de dezembro de 1846: aportava em Desterro estes 114 alemães sendo 28 famílias das regiões de Loffelscheidt (aldeia de Hunsruck), Zell e Hirschfeld.

Março de 1847: o segundo navio 14 de Novembro trouxe duas levas de imigrantes entre 79 ou 81 pessoas. O terceiro era a galeota belga Jean de Lacquenghien com 64 imigrantes (13 famílias e 3 homens solteiros) todos protestantes.Todos os imigrantes vindos no Vênus, 14 de Novembro e Jean de Lacquenghien estabeleceram-se na Colônia Santa Isabel. Em 1860 haviam 59 famílias com 258 indivíduos nesta colônia.

Entre junho e outubro de 1861: esta mesma colônia recebeu mais 281 pessoas. Em Palhoça os alemães eram procedentes de Pomerânia, Holstein, Saxônia, Westfália, Oldemburg, Renânia, Baviera, Hunsrück, Palatinado, Hesse, Prússia, Wurtemberg, Saxe e Bremmen. Em São José os alemães eram procedentes da Renânia Meridional, parte do chamado Hunsrück e parte da margem do Rio Mosela, mais ao Norte.

16 de abril de 1994: a Freguesia São Pedro de Alcântara torna-se município.



NOTAS EXPLICATIVAS 

Do livro São Pedro de Alcântara – A primeira colônia alemã em Santa Catarina – autor: Aderbal João Phillippi;

Em mensagem datada de 11 de julho de 1829, o Presidente da Província Francisco de Albuquerque e Mello Passos comunicou ao imperial ministro José Clemente Pereira que a "Colônia dos Alemães" oficialmente é denominada São Pedro de Alcântara, "em atenção à família imperial reinante";

Hunsrück origina do alemão "Hoher Rucken" que significa "Lombas Mais Altas", por ser um planalto ondulado encrustado entre os rios Reno, Mosela, Sarre e Nahe, no Palatinado. Na Alemanha estavam situadas na parte sudeste das montanhas Renânia-Palatinado numa altitude entre 400 e 800 metros. Dominam a paisagem os morros Idarkopf e o Erbeskopf. Da região Loffelscheidt, aldeia de Hunsrük, o povo alegre e brincalhão que nunca perdia o bom humor, bem diversos dos habitantes do norte alemão, mais circunspectos e retraídos - do livro Pouso dos Imigrantes (Toni Vidal Jochem).