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Maria Amida Kamers: a vizinha da familia Schmitz Pitz cuja história insiste em permanecer viva

A religiosidade sempre foi uma importante característica dos imigrantes teutos que se instalaram em meados do século XIX na região da atual Grande Florianópolis. Divididos entre luteranos e católicos, estes imigrantes educaram seus filhos cada qual em sua doutrina para que perpetuassem os rituais sagrados e próprios de sua fé a seus descendentes. Tal atitude e intenção perduraram e ainda perduram no seio de algumas famílias descendentes teutas, durante quase duzentos anos de imigração alemã em território catarinense.

O presente texto não tem a intenção de ser tendencioso, mas convém redigi-lo devido à curiosidade que ainda causa a história de uma jovem de vinte anos, de família tradicional católica, descendente de uma das famílias teutas que emigraram para a região Grande Florianópolis, próximo à primeira colônia alemã de Santa Catarina, São Pedro de Alcântara.

A história desta jovem comoveu muitas pessoas na época e continua mexendo com o imaginário e com a curiosidade das pessoas que passam por seu túmulo no cemitério da capela católica de Taquaras, um pequeno e pacato distrito no município de Rancho Queimado, em Santa Catarina. O que chama a atenção é a quantidade de placas sobre o túmulo, destacando graças alcançadas por intercessão da moça. Realmente são muitas as placas e muitas são as flores que embelezam o túmulo.

Desde criança conheço aquele túmulo. Minha mãe nasceu em Taquaras e minha família materna conviveu com a família da moça, pois eram vizinhos. Minha mãe e meus tios eram muito jovens quando a tragédia aconteceu. Toda vez que alguém pergunta algo sobre o caso a meus familiares, todos recordam muito bem e com pesar, desde a repercussão na pequena localidade de Taquaras e região, até os fatos vistos e os contados (até mesmo em boatos) pelas pessoas. E por já ter estado em frente ao túmulo várias vezes, inclusive para rezar, posso dizer com propriedade que o túmulo de Maria Amida Kamers é o mais florido e o mais destacado do cemitério da capela católica de Taquaras. E acredito que este destaque não se deve a algo à toa.

Sobre o túmulo, placas de agradecimento pela intercessão de Maria Amida Kamers se misturam ao colorido das flores artificiais. Foto: Isabel Pitz. Junho de 2016. 



A história da tragédia da falecida Amida (como muitos a conhecem na região) é uma história intrigante. Nas conversas em família, ainda choca falar sobre os “detalhes” e as ideias se contorcem num emaranhado de questionamentos e mistérios. Mistérios que perduram desde o ano de 1961 (ano de sua morte) até hoje.


Maria Amida Kamers era uma jovem que foi educada conforme os exemplos e princípios da época: grande parte de base religiosa católica. No aspecto religioso, cumpriu todos os rituais indicados para as crianças católicas, como a Primeira Eucaristia e o Crisma e, desde muito pequena participava ativamente dos encontros das “Filhas de Maria”, uma ordem religiosa de devoção laical que buscava a vivência das virtudes de Maria, a mãe de Jesus. Dentre as virtudes, a castidade e a virgindade de Nossa Senhora eram exemplos a serem seguidos na vida das Filhas de Maria, que começavam ainda muito pequeninas nos encontros de oração. Assim às ensinavam e assim acreditavam: um corpo puro leva à uma alma pura, que leva à Deus, e vice-versa.

A familia de Maria Amida era uma típica família de descendentes de colonos teutos. Maria Amida vivia com os pais e seus treze irmãos em Taquaras numa pequena propriedade rural. Os pais eram agricultores e após o término escolar básico, todos os filhos os acompanharam nos trabalhos do campo. Muitas pessoas que conheceram e/ou que conviveram com a falecida Amida lembram-se de seu carisma, de sua tranquilidade, da intensa vida de fé e devoção que levava e de sua notável beleza. Vivia rodeada de amigas e desfrutava dos mesmos passatempos das moças daquela localidade e daquela época. Na localidade de Taquaras, Maria Amida estudou o nível básico, como todas as outras crianças, mas, como queria continuar os estudos e tornar-se professora, e como Taquaras não possuía níveis avançados de ensino, buscou tal formação no município de Santo Amaro da Imperatriz, onde foi morar com a família de um comerciante que tinha um importante bar na cidade.

E em Santo Amaro da Imperatriz não foi diferente: conciliava os estudos com as tarefas na casa da família que a acolheu e com as atividades na paróquia.

Maria Amida Kamers. Fotografia pertencente ao acervo de Nelma Pitz. 
A presente fotografia em preto e branco foi dada pela familia Kamers à familia Pitz como recordação pelo falecimento da jovem.

No mesmo ano da tragédia que tirou a vida de Maria Amida de forma cruel e brutal, a cidade de Santo Amaro da Imperatriz foi vítima, mais uma vez, de uma grande enchente. Destruição em um cenário desolador. No entanto, a maior preocupação das autoridades era com as doenças (cólera, tifo, leptospirose, entre outras) e, por isso, alguns profissionais de saúde foram convocados na região para imunizar a população por meio de uma campanha de vacinação. Em conversas que tive sobre o assunto com minha mãe Nelma Pitz e com minha tia Dilma Pitz Junckes (que conviveram com a família de Maria Amida desde criança), ambas recordaram que um dos lugares escolhidos para a imunização da população foi o bar da família onde Maria Amida morava. Para que a ação acontecesse, a familia tinha reservado um pequeno espaço em seu estabelecimento. E a jovem Maria Amida ajudava tanto nas tarefas da casa quanto ao atendimento no bar; sua beleza e solicitude atraíam os olhares e comentários dos frequentadores. Maria Amida era uma das meninas mais bonitas da cidade de Santo Amaro da Imperatriz e muitos rapazes desejavam namorá-la.

Durante a campanha de vacinação, um farmacêutico, filho de um importante médico legista da região, foi atender à população neste bar e uma das pessoas imunizadas foi Maria Amida. Minha tia Dilma, que era muito amiga das filhas do casal Kamers, frequentava com regularidade a casa da familia e esteve presente durante todo o velório na casa da jovem.Ela tinha quatorze anos na época e recorda os comentários: “O tal homem, que era casado e que já tinha filhos, agiu com desrespeito e segundas intenções contra a moça durante a aplicação da vacina”. Segundo ela, “o homem deu um beijo no local da vacina e, num ato impulsivo e de defesa, Maria Amida o repreendeu dando-lhe um tapa no rosto. Irritado, o homem prometeu que tal reação não ficaria por isso mesmo”.

As sociedades antigas e a sociedade daquela época (e assim continua sendo nos dias de hoje) eram bastante machistas: apenas o homem tinha direitos, voz e vez. Até mesmo as meninas eram educadas neste sentido. Rejeição ou reação negativa de uma mulher contra um homem era tido como questão de honra. Nenhum homem (os mais ruins) deixavam a situação em silêncio. E foi provavelmente este sentimento que moveu o tal farmacêutico a planejar com “amigos” o ato cruel.

Minha mãe Nelma também recorda o que ouviu: “Poucos dias após o ocorrido entre Maria Amida e o farmacêutico, no dia de sua morte, a moça se preparava para uma celebração da festa de Santa Catarina de Alexandria que aconteceria no dia seguinte. Sobre uma cadeira ao lado da cama onde dormia, deitou o vestido, o livrinho de orações, o terço e a fita azul comumente usada pelas Filhas de Maria. Naquela noite, todos se recolheram e foram dormir, mas Maria Amida nem imaginava que esta seria a última noite de sua vida: um grupo de quatro homens entrou de madrugada no bar e, logo depois, no quarto da Maria Amida”. “Provavelmente a moça tentou gritar e um dos homens, na tentativa de silenciá-la, sufocou-a colocando quatro lenços dentro de sua garganta. Foram quatro lenços que encontraram dentro da garganta da Maria Amida. Logo depois, atacaram-na com machadadas, esfacelando sua cabeça”, recorda minha tia Dilma.

Após o ocorrido, o clima de mistério envolveu ambas as cidades e região. O choque e a tristeza tomaram conta da população. Os donos da casa logo cedo deram por falta da moça que tinha o costume de madrugar para ir às rezas e ajudar à familia. Assim, um dos filhos seguiu para o quarto da jovem com a intenção de acordá-la e lá a encontrou em estado aterrorizante.

A polícia foi chamada e investigou o caso. Assim recorda minha tia Dilma: “A machadinha usada no crime foi encontrada no mato próximo ao bar. A correntinha de ouro da Maria Amida com um pequeno crucifixo estava enrolada no cabo da ferramenta”.

Lápide no túmulo de Maria Amida Kamers. 
Foto: Isabel Pitz. Junho de 2016.

Minha tia esteve no velório da jovem na casa da família Kamers, que aconteceu logo depois da meia-noite. Ajudou prontamente no atendimento aos familiares e curiosos. Ali, percebeu que um homem não saía de perto do caixão da falecida Amida e que, de início, não deixava ninguém se aproximar. Ouviu na época que a autópsia do corpo foi feita pelo pai do farmacêutico (o suspeito) e que este fez questão de cuidar de tudo. E minha tia recorda o que viu: “O caixão chegou fechado. Eu estava junto com as irmãs da Maria Amida e fiquei, por consequência, também perto do tal homem observando tudo e todos. Quando este abriu o caixão, de repente muito sangue foi expelido pela boca e pelas narinas da Maria Amida. Rapidamente ele fechou a tampa e me mandou ir buscar um balde com água e muitos panos. Também pediu para que eu fizesse chá para acalmar as irmãs da Maria Amida que choravam muito. Quando voltei, me pediu um pano e, ao abrir o caixão, tampou a boca da Maria Amida com força, de modo a estancar o que estava sendo expelido. Todos os que estavam lá se assustaram com a cena. As cenas seguintes incomodaram a todos. Mandaram chamar, inclusive, o delegado da região, o Sr. Vendelino Hasckel, que interrogou o homem para saber o que estava acontecendo.” Perguntei à minha tia se o caixão estava todo sujo de sangue por dentro por causa dos episódios: “Não, não estava. A roupa dela era branca, as mãos cruzadas como que em oração, e nenhuma mancha de sangue”, afirma.

E durante o velório, também recorda que todos ficaram intrigados com a dedicação daquele homem que ninguém conhecia. “Que tipo de ligação esse homem teve com a moça?”, perguntavam-se os presentes. “O assassino está por perto”, comentavam.

Uma placa de madeira com a inscrição “Deus está no comando” demonstra confiança na justiça divina em detrimento da justiça humana. Foto: Isabel Pitz. Junho de 2016.

Minha mãe e minha tia estavam com meus avós no enterro da moça que aconteceu no cemitério da capela católica de Taquaras. Seu corpo foi enterrado num modesto túmulo, sem muitos adereços, apenas com uma cruz. A família de Maria Amida era muito simples, mas tinham uma das casas mais bonitas da localidade do Rio Acima, onde moravam.

Conforme boatos da época, “Maria Amida teve sinais de violação sexual, mas permaneceu virgem”. Foi esta “notícia” - nunca comprovada – e também o choque que a mesma provocou nas famílias da região, que moveu caravanas para a missa de corpo presente. “Muitas e muitas pessoas da região, de Barra Clara, Angelina, Rancho de Tábuas, entre outras localidades, vieram acompanhar a missa em caminhões que se enfileiraram em frente à capela. Em virtude da multidão, fizeram uma missa campal”, recorda minha mãe.

O assassinato da Maria Amida comoveu muitas pessoas que buscaram, a partir de então, frequentar o túmulo da jovem em oração nos anos posteriores. E atualmente, o túmulo é local de peregrinação de fiéis que acreditam na intercessão da falecida Amida junto a Deus, pelas dores de quem à ela recorre.

Devido à repercussão e em memória ao primeiro ano de falecimento da jovem, a família de Maria Amida entregou uma pequena fotografia que se tornou objeto de devoção de muitas pessoas. Logo depois, seu túmulo foi prontamente revestido com mármore e uma lápide foi colocada com sua fotografia. Com o passar dos anos, placas e flores deram mais vida ao lugar que guarda o corpo de Maria Amida Kamers.

Investigações foram realizadas, mas muito do que foi descoberto foi silenciado e, pelo que diziam os boatos, pelo próprio pai do assassino. Na época, polícia e especuladores chegaram a suspeitar, inclusive, da família que abrigou Maria Amida e da própria família da moça. Amigos, parentes, vizinhos, conhecidos: ninguém escapou dos interrogatórios.

“Por que suspeitaram que o tal farmacêutico fosse o assassino?”, perguntei. Assim lembram minha mãe e minha tia o que ouviram: “num dos quatro lenços que foram retirados da garganta da Maria Amida estavam gravadas as iniciais do farmacêutico ofendido por ela durante a vacinação. Coincidentemente, tempos mais tarde, para evitar uma possível prisão, o tal homem forjou sua própria morte com a ajuda do pai e fugiu para Brasília. Também um dos suspeitos, um policial da cidade, ao ser indiciado como participante no crime se enforcou: ‘Peso na consciência ou medo da prisão?’, assim se perguntavam os moradores da região”.

Muitos detalhes ainda permanecem escondidos, outros se confrontam e grande parte se encontra indicando possível veracidade. No entanto, ainda hoje mistérios envolvem o assassinato de Maria Amida Kamers que desde o dia de sua morte é tida como “Mártir da Castidade”, assim como Santa Maria Goretti e a beata catarinense Albertina Berkembrock.

Mas, por mais que os anos passem e a população de Rancho Queimado e de Santo Amaro da Imperatriz se esqueçam, inconscientemente, do ocorrido (sendo lembrado apenas pelos mais antigos), as placas sobre o túmulo da jovem insistem e clamam para que sua lembrança permaneça viva. E esse clamor é fácil de ser percebido, pois cada vez mais placas de ação de graças cobrem o túmulo da jovem, trazendo à tona muitos questionamentos: Por quais milagres Maria Amida intercedeu? Onde estão estas pessoas? O que há de especial em Maria Amida que atraiu e que ainda atrai tantas pessoas em oração? O que move estas pessoas a rezar, a pedir à Maria Amida por sua intercessão?

É desejo de muitos na região, que conhecem a história da falecida Amida, que a jovem se torne beata reconhecida pela Igreja Católica. No entanto, para que Maria Amida se torne digna de culto e veneração a nível regional autorizados pelo Vaticano, pelo exemplo de suas ações voltadas à fé durante a vida, é preciso a confirmação de apenas um milagre.

Para que este desejo se torne realidade, é necessária a manifestação das pessoas que deixaram suas placas de ação de graças sobre o túmulo de Maria Amida. É preciso a revelação destas graças e verificar se alguma adquire caráter de “milagre”. Caso alguma destas graças possua características de milagre, a diocese onde está sepultada a moça (no caso, a Arquidiocese de Florianópolis) passa a mover um processo junto à Congregação para as Causas dos Santos no Vaticano, com o objetivo de atestar a veracidade e legitimidade deste (s) possível (is) milagre (s). Segundo as regras da Congregação, a pessoa que recebeu o milagre passa por exames científicos minuciosos e a situação da graça é analisada detalhadamente, de modo a verificar a autenticidade e a descartar todas as possibilidades de interferência humana em detrimento da divina. Este processo, em alguns casos, pode durar anos, séculos, ou até mesmo poucos meses: seguindo a fé e a vontade de Deus não há como determinar o tempo.

Capela católica da comunidade de Taquaras, em Rancho Queimado/SC, cujo santo padroeiro é São Bonifácio, também padroeiro da Alemanha. A capela foi construída a pedido do ex-governador do estado de Santa Catarina, Sr. Hercílio Pedro da Luz, para homenagear sua esposa, a Sra. Etelvina Cesarina Ferreira da Luz. Foto: Isabel Pitz. Junho de 2016.

A beatificação de Maria Amida seria resposta ao clamor da comunidade em que viveu e viria em benefício desta mesma comunidade, neste caso, da região dos municípios de Santo Amaro da Imperatriz e de Rancho Queimado, na Grande Florianópolis.

É de suma importância a investigação das graças alcançadas sob intercessão de Maria Amida Kamers e que estão destacadas em quantidade nas placas sobre seu túmulo. Algo tão notável não poderá ser deixado de lado ou esquecido, pois sua história insiste em permanecer viva e não pode ser esquecida, no momento em que clama de forma sutil e tão aparente sobre seu túmulo.


Texto: Isabel Pitz.

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Um comentário:

  1. Parabéns pela dedicação em pesquisar as origens de seus antepassados germânicos. Pessoas como você são raras que valorizam as tradições, a família e a cultura de um povo. Hoje em dia no Brasil ninguém se interessa e 99% nem sabe de onde veio seu ancestrais. Me admira e impressiona a riqueza de detalhes que foram reunidos, isso significa dedicação e amor pelo propósito e extenuante pesquisa. Gostaria eu ter tempo para tal obra referente aos meus antepassados germânicos. Gosto muito de história e de certo modo tenho que conviver com pesquisas para o conhecimento tecnológico do passados pois faz parte do meu trabalho. A um ano e meio iniciei uma tímida pesquisa sobre os meus antepassados germânicos ( Kloss, Schú e Heller ) em uma tradicional pag, de genealogia e todas as pesqizas me remetiam para o sudoeste alemão donde os primeiros imigrantes partiram p/ o Brasil. Pouco sei sobre meus parentes do passado pois em épocas de vacas se retiraram do meio oeste Catarinense da cidade de Piratuba e vieram para o Paraná devido ao termino do ciclo madeireiro desta região. As famílias vão vendendo suas propriedades e as raízes e histórias vão caindo no esquecimento. Mas graças a minha memória apurada consegui aos poucos lembrar de fatos contados pelo meu falecido pai e aos poucos estou conseguindo resgatar o pouco que se sabe dos meus parentes e as pistas vão emergindo do passado para pelo menos se ter um rumo a tomar mesmo que não consiga tanta informação precisa e satisfatória como o seu BLOG contenha.
    Graças a sua pag. no Facebook que descobri após as minhas timidas pesquisas, pude me inteirar mais e retirar confirmações porque tantos imigrantes vieram do sudoeste alemão e hoje enxergo melhor toda essa saga de nossos antepassados, o sofrimento e os motivos que os levaram a partir de tão longe para um lugar totalmente desconhecido. Parabéns pela dedicação e por tudo que esta oferecendo on line para o publico que gratuitamente tem diariamente sem sair de seus lares muitas informações do que acontece lá na pátria mãe e aqui nas regiões que nossos antepassados ficaram suas raízes, mesmo que o interesse pela cultura sejam poucos. Que segue viva e forte as tradições e esteja sempre presente para os futuros filhos e netos perpetuarem a chama de nossas tradições, neste pais que não da o devido valor e respeito as origens. Um abraço e todo o sucesso na vida lhe desejo.

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